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Artista plástico são-tomense expõe com artistas aljustrelenses do NAVA

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Artista plástico são-tomense expõe com artistas aljustrelenses do NAVA

2.º Festicante

No dia 15 de setembro, às 19 horas, o Núcleo de Artes Visuais de Aljustrel (NAVA) inaugura, no Centro d’Artes de Aljustrel, uma exposição coletiva, que contará com a participação do artista plástico são-tomense, Valdemar Dória.

Esta exposição realiza-se no âmbito do 2.º Festicante, este ano, dedicado aos países africanos de língua oficial portuguesa, e que decorre de 15 a 17 de setembro, no Parque da Vila.

Os membros do NAVA vão expor as suas últimas obras, em conjunto com os trabalhos de Valdemar Dória, que intitulou a sua exposição “Malangatana is Dead but please , stay!”, em resposta a uma sugestão, do mais famoso pintor moçambicano Malangatana que, ainda em vida, lhe terá dito para ser “provocador, senão vai passar despercebido neste mundo”.  E assim, fez!

Com um fascínio doentio por expressões, Valdemar Dória “saboreia e devora cores, rostos, segue reto ou bambolea nas curvas e contra-curvas!”, sem nunca se esquecer do seu país natal, representado através de traços, linhas e ícones, relacionados com lembranças da sua juventude e da sua experiência urbana da vida quotidiana, nomeadamente Lisboa. Nesta exposição, Valdemar Dória propõe-se “dispersar “histórias” pelas paredes, umas mais alegres do que outras ou umas que puramente só fazem sentido como espectadoras!”

 Valdemar  Dória nasceu, em 1974, em São Tomé e Príncipe. Em 1981, com 7 anos, passa a viver em Lisboa com a mãe. O jeito pelo desenho apareceu-lhe como um dom, e desde cedo sentiu paixão pelo traço. Com 20 anos tornou-se no artista mais jovem a expor na coletiva “Jovens Pintores Africanos”, galeria Gymnásio no Chiado, em 1994.

Tirou o curso de Indústrias Gráficas da Escola Profissional Val do Rio (Oeiras) e frequentou a Universidade Lusófona. Participou em três Bienais de arte em São Tomé. Fez o design da capa de duas bienais. Em 2005, foi viver para Dublin, onde fez diversas exposições. Em 2009, mudou-se para Londres, e passou por Antuérpia em 2010, antes de regressar a Portugal em 2011.

Valdemar Dória participou em diversas exposições coletivas e individuais, em Portugal e no estrangeiro, e fez parte do coletivo Plataforma Cafuka, uma associação de artistas plásticos naturais de S. Tomé e Príncipe.

Esta exposição vai estar patente ao público, até ao dia 30 de setembro.

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