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Parlamento recomenda ao Governo para rever áreas ardidas dos grandes fogos

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A Assembleia da República recomendou ao Governo que sejam revistos os dados relativos às áreas ardidas nos grandes incêndios deste ano, segundo uma resolução hoje publicada em Diário da República.

A resolução da Assembleia da República, aprovada a 13 de outubro dois dias antes do dia com mais fogos, e em que morreram 45 pessoas, refere que os relatórios provisórios dos incêndios florestais são publicados quinzenalmente, mas “discriminam as áreas efetivamente ardidas, por concelho, no caso dos grandes incêndios”.

São considerados grandes incêndios quando as chamas consomem uma área igual ou superior a 100 hectares.

A Assembleia da República recomenda a publicação, por concelho, das áreas efetivamente ardidas nos grandes incêndios florestais.
A resolução, assinada pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, considera que os dados relativos aos grandes incêndios de 2017 devem ser revistos para que, “no limite, o último relatório relativo a este ano reflita a realidade das áreas ardidas em cada concelho”.

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) avança que os incêndios florestais consumiram este ano mais de 442 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal.

Os números do ICNF ficam, contudo, aquém dos mais 563 mil hectares indicados nas estimativas do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Quanto aos grandes incêndios, até 31 de outubro foram registados 214 fogos desta categoria, que queimaram 412.781 hectares de espaços florestais, cerca de 93% do total da área ardida.

No topo da lista dos maiores incêndios, em termos de área ardida, aparece o que teve origem no dia 15 de outubro em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que destruiu 43.191 hectares, seguido do registado no mesmo dia em Lousã/Vilarinho (Coimbra), que queimou 35.806 hectares.

Os incêndios em Portugal provocaram este ano mais de 100 mortos e mais de 300 feridos.

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