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Governo dos Açores deu respostas eficazes às dificuldades criadas pela seca, afirma João Ponte

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, na Horta, que o Governo dos Açores tem trabalho a montante e a jusante para minimizar os efeitos de uma seca atípica na agricultura, com sentido estratégico, tendo criado respostas eficazes às dificuldades criadas por esta situação.

 

“Foram identificadas e avaliadas as necessidades. Apresentamos propostas, soluções concretas, demos respostas rápidas e trabalhamos em cooperação com a Federação Agrícola e demais associações agrícolas do setor”, frisou João Ponte, que falava na Assembleia Legislativa durante uma interpelação sobre o impacto da seca e a gestão da água.

 

O governante referiu que combater, minimizar e adaptar às alterações climáticas são “uma preocupação da atualidade, mas também do futuro” para o Governo dos Açores, devido à importância da água para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade da atividade agrícola, conforme está plasmado no Programa do Governo e consubstanciado no Programa Regional para as Alterações Climáticas dos Açores para o Setor dos Recursos Hídricos.

 

“Em São Miguel, a precipitação acumulada de março a agosto é 47% inferior à média dos últimos 12 anos. Também no caso da ilha Terceira, a precipitação acumulada para o mesmo período é inferior em 35% à medida registada nos últimos 12 anos”, disse João Ponte, alegando que o arquipélago vive uma seca “absolutamente invulgar e completamente atípica”.

 

O Secretário Regional anunciou que, até ao final do ano, será aberto um aviso no âmbito do PRORURAL+, com uma dotação de 1,5 milhões de euros para comparticipar exclusivamente a instalação de reservatórios ou lagoas artificiais nas explorações agrícolas, dando assim mais um passo na capacidade de armazenamento de água do setor agrícola.

 

João Ponte referiu que, desde que surgiu a IROA, já foram investidos quase 55 milhões de euros em abastecimento de água, metade dos quais na última década, mas, porque é preciso mais, a proposta de plano da IROA para 2019 propõe investir mais de 50% do seu orçamento no armazenamento e abastecimento de água, num valor estimado de três milhões de euros.

 

Com o objetivo de promover uma maior racionalização do consumo e uma melhor resposta ao abastecimento das explorações, João Ponte salientou que a IROA vai implementar este ano um sistema de cobrança de água aos lavradores nos sistemas integrados de abastecimento de água à pecuária na ilha de São Miguel.

 

Além disso, a IROA está já a desenvolver, em ilhas como São Miguel, Santa Maria, Pico, São Jorge e Graciosa, uma avaliação sobre as necessidades de água para o abastecimento às explorações agrícolas, bem como a implementar um plano de ação com investimentos para a próxima década, para garantir a continua disponibilidade deste importante recurso.

 

O governante reiterou ainda a necessidade de as autarquias encararem o abastecimento de água às explorações agrícolas com o mesmo nível de preocupação com que o fazem em relação a outros setores de atividade económica.

 

“Não se está a exigir que os municípios façam investimentos unilaterais ou sozinhos, mas que a cooperação e a comunhão de esforços incitem o desenvolvimento mais célere dos concelhos e da Região no seu todo, naquilo que é a luta de todos os Açorianos pela melhor distribuição possível do recurso água”, frisou João Ponte, recordando que uma semana após ter tomar posse reuniu com a Associação de Municípios da Ilha de São Miguel para abordar a problemática da gestão da água e a necessidade de estabelecimento de parcerias entre o Governo e os municípios.

 

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas apelou aos agricultores para reforçarem o abastecimento de água nas explorações, através do aproveitamento de águas pluviais, existindo para o efeito uma comparticipação financeira de 75% para este tipo de investimentos.

  

Para João Ponte, o papel da floresta também não pode ser descurado no que ao ciclo da água diz respeito, daí que o Governo Regional tenha criado incentivos à arborização de terras agrícolas, especialmente pastagens em altitude, o que permitiu nos últimos três quadros comunitário de apoio que a florestas privada tenha crescido mais de 2.000 hectares.

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