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Aos eleitos para governar exige-se “dedicação, trabalho, visão e compromisso”, diz Raquel Silva

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Raquel Silva, do PSD, começou por destacar as virtudes da cidade do Funchal para relembrar que cabe a todos o cuidado da cidade “com responsabilidade”, sobretudo da parte dos que foram eleitos para governar. A esses, “exige-se dedicação, trabalho, visão, seriedade e compromisso”.

Relembrou ainda que há quase 6 anos, “apregoaram-se ventos de mudança e o início de uma nova era, onde tudo seria feito de forma diferente” para a cidade do Funchal, salientando que ganhar eleições num sistema democrático “não é um acto heroico”, mas sim “um acto de grande responsabilidade que deve ser consequente”.

Criticou a saída de Paulo Cafôfo, então presidente da Câmara do Funchal, a meio do segundo mandato, acusando-o de ter “abandonado a cidade”, sobretudo numa altura em que “tinha pedido confiança à população do Funchal e esta deu-lhe de forma reforçada com maioria”.

Reforça a ideia de que a “anunciada nova era que se assiste há seis anos, nunca saiu do papel” nem “do papel da comunicação social”.

Ao nível da reabilitação urbana “nada se fez”, assegura, frisando que os licenciamentos camarários demoram “entre meses e anos” para serem aprovados. A cidade “está caótica” em termos de mobilidade e alguns programas sociais que foram bandeira em 2013, “foram caindo a cada ano passado”.

O investimento nas zonas altas da cidade “é escasso”, dando como exemplo as prometidas bolsas de estacionamento e a “falta de limpeza na cidade” é um problema que persiste.

“Mas festas há muitas, algumas a preços exorbitantes”, refere Raquel Silva, porque têm a função de “distrair”, sem que resolva os problemas.

Salienta que o Funchal “foi esquecido” e os interesses das pessoas “foram colocados em segundo plano porque “outras ambições se impunham e se impõem”, refere, frisando que “há um outro presidente que começa funções sem ser expressão da vontade da população e há um candidato que se lança de um ponto de partida marcado pela traição à cidade e aos funchalenses”.

Raquel Silva diz ainda que o marketing político é a principal preocupação do executivo, ao invés da resolução dos problemas.

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