Select Page

‘Paz social’ rompida no sector de Comércio e Serviços

Log in or Register to save this content for later.

A Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF-CCIM) e o Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira (SITAM) resolveram dar por terminado o processo negocial que visava a actualização do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) que abrangeria bem mais de seis mil trabalhadores de mais 350 empresas, isto após dois anos e meio de avanços e recuos, sem que se tivesse chegado a um acordo.

A informação sobre o processo agora terminado sem sucesso foi dada a conhecer esta manhã pelos responsáveis da ACIF-CCIM, pela voz do seu presidente Jorge Veiga França, e do Departamento Jurídico, Jorge de Sousa, e ainda o 2.º vice-presidente da direcção, Gonçalo Maia Camelo, que lamentaram a postura do SITAM em todo o caso, que agora culminou no encerrar de um capítulo, ainda que seja possível voltarem à mesa de negociações.

Mesmo com a conciliação por parte da Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, que tem a tutela do trabalho, representantes dos patrões e dos trabalhadores acabam de romper o clima de ‘paz social’ com um documento que vigorava há mais de 40 anos, com actualizações pontuais em 2005, 2008 e 2014.

Alega a ACIF que o mesmo já não se coadunava com os tempos actuais, sendo que pretendiam introduzir temas como os intervalos de descanso, o banco de horas ou o abono de falhas adaptado às actuais exigências empresariais. O SITAM, citado na conferência de imprensa na sede da ACIF à Rua dos Aranhas, terá recuado nas negociações encetadas em Janeiro de 2017 e chamado a conciliação do Governo, tendo ainda recuado novamente por entender que uma actualização salarial bastaria, mas chegando ambas as entidades ao entendimento que era chegado o tempo de suspender o processo e dar como caducado o documento.

Assim, um dos riscos que se corre é, por exemplo, um trabalhador dos serviços, abrangido pelo CCT que vigorava, ter direito a 39 horas de trabalho, embora o Código do Trabalho aponte às 40 horas, o que poderá afectar os trabalhadores que venham agora a ser contratados e terem de dar mais uma hora semanal que os mais antigos, ainda que haja direitos consagrados que não podem ser mexidos.

Pontos de Interesse

Governo dá aval de 340 mil euros ao CELFF

O Governo Regional decidiu dar um aval de 340 mil euros ao CELFF – Centro de Estudos Línguas e Formação do Funchal. O aval destina-se a possibilitar ao concessionário da Escola de Hotelaria da Madeira a contracção de um empréstimo junto do Novo Banco, na modalidade de...

Madeira hosts MIUT

O Clube de Montanha do Funchal organiza mais uma edição do MIUT – Madeira Island Ultra Trail, uma prova de corrida de montanha que propõe aos seus participantes uma travessia dos cumes mais altos da ilha.   Este ano, o MIUT conseguiu reunir uma lista de inscritos de...