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Biblioteca Municipal da Guarda lembra escritor Raul Brandão

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A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, anunciou hoje que este mês vai destacar a vida e a obra do escritor Raul Brandão, considerado um “rasto visível” na literatura portuguesa do século XX.
O ciclo dedicado a Raul Brandão (1867-1930) inclui uma conferência, a exibição de um filme e a representação de uma peça de teatro.

As atividades evocativas do militar, jornalista e escritor começam às 18:00 de quinta-feira, com a conferência “Raul Brandão entre o grotesco e a ternura – uma poética do espanto e do tremor”, por José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica Portuguesa.

O ciclo prossegue no dia 19, uma terça-feira, com a peça de teatro “O Rei imaginário”, de Raul Brandão, pela Companhia Cepa Torta, sob a direção de Leonor Buescu e interpretação de Miguel Maia.

“Tal como toda a obra literária de Raul Brandão, o texto ‘O Rei Imaginário’ está carregado de um sentimento decadentista-simbolista expressivo, em particular no desencanto com a realidade, pela rotina dos dias, que instava a criação de uma nova ordem moderna”, refere a BMEL em nota hoje enviada à agência Lusa.

Segundo a fonte, as sessões, que serão realizadas às 15:00 (para utentes de Lares e Centros de Dia do concelho da Guarda) e às 21:30 (para a comunidade em geral), incluem a leitura de excertos da obra “Húmus” de Raul Brandão.

A participação na iniciativa é gratuita, mas os interessados terão de levantar previamente o bilhete na receção da Biblioteca Municipal.

A BMEL encerra o ciclo dedicado a Raul Brandão no dia 27, uma quarta-feira, com a exibição, pelas 18:00, do filme “O gebo e a sombra”, de Manoel de Oliveira.

O filme, baseado na peça homónima, escrita em 1923, é “um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício”, é referido na nota.

Militar, jornalista e escritor, Raul Brandão criou em 1889, com António Nobre e Justino de Montalvão, o grupo iconoclasta “Os insubmissos”, que coordenou a publicação de uma revista com o mesmo título.

Nos finais do Século XIX, dirigiu com Júlio Brandão e João de Castro a “Revista de Hoje” e colaborou no jornal “Correio da Manhã”.

Raul Brandão deixou uma extensa obra literária e jornalística, ficando conhecido por obras como “Húmus”, “Os pobres”, “A morte do palhaço”, entre outras, conclui a fonte.

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