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Câmara decidiu hoje não adjudicar a recolha de lixo e limpeza pública

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A recolha de lixos, a limpeza urbana e a questão do amianto nalguns bairros da cidade foram os principais temas hoje debatidos em reunião do executivo municipal, que decidiu não adjudicar a recolha de resíduos indiferenciados e limpeza pública.
 
O assunto da Limpeza Publica e Recolha de Resíduos teve origem na proposta do júri do concurso internacional para os mesmos, proposta essa que apontava para a não adjudicação pois o concurso ficou deserto.
A proposta tinha em conta que a recentemente criada Empresa Municipal do Ambiente reúne condições para assegurar a recolha dos resíduos recicláveis e indiferenciados. A autarquia considera justificar-se a prorrogação dos contratos com os atuais operadores (respeitantes a 50% da cidade), os quais terminam a 10 de dezembro próximo, sendo os restantes 50% da responsabilidade da E.M. do Ambiente.
A proposta foi aprovada por maioria, com os votos contra dos vereadores do PS. Além disso, o ponto em análise incluía também uma alínea sobre a revogação da decisão de contratar os serviços, que foi aprovada com os votos contra do PS e do PSD.
O presidente da Câmara, Rui Moreira, referiu a existência de novos dados que propiciam a reponderação do processo, o que levará a Empresa Municipal do Ambiente a “internalizar progressivamente” os serviços de recolha. No debate, a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, aproveitou para defender a remunicipalização dos serviços, enquanto o vice-presidente e vereador do Ambiente, Filipe Araújo, explicou ao Executivo que a capacidade existente favorece, no momento, que se avance para a internalização da recolha dos recicláveis em toda a cidade.
Antes do período da ordem do dia, a vereadora comunista introduziu a questão da existência de amianto nas coberturas de alguns bairros da cidade, que considerou urgente resolver. Porém, o vereador Manuel Pizarro tomou a palavra para salientar que “as pessoas não estão em risco de contrair cancro; estão é em risco de ficar com a casa molhada”.
Assim, as preocupações manifestadas pela CDU acabaram por levar Rui Moreira a sugerir a retificação da proposta comunista – o que Ilda Figueiredo aceitou – conseguindo a unanimidade do executivo municipal na aprovação da proposta de “continuar a dar prioridade à questão da remoção das coberturas de amianto” dos bairros.
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