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Crystal Clear, de Augusto Alves da Silva, no MACE

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A nova exposição temporária do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) apresenta obras do artista Augusto Alves da Silva, a partir de 8 de outubro e até 16 de abril de 2017.

A mostra, que tem curadoria de Carlos Vargas, intitula-se “Crystal Clear”, desafia o olhar dos públicos, estabelecendo um campo de propostas em que a subjectividade de cada um é testada sem pudor.

Une si jolie famille (1992), Shelter (1999) e a série sem título apresentada, em 2001, no Instituto de Medicina Legal do Porto, vão ser mostradas pela primeira vez, em simultâneo e na íntegra, no MACE, e são “exemplo de uma pesquisa recorrente e porventura obsessiva que Augusto Alves da Silva desenvolve sobre a angústia latente nas relações humanas”, refere o curador.

O artista continua, nos seus novos trabalhos, a “explorar temas como a solidão, a ausência ou a violência, e constroem pequenas narrativas, socorrendo-se de uma nem sempre verdadeira cronologia temporal. Desta forma, a fotografia é, agora, quase-cinema, e parece ironicamente contaminada pelo simulacro da verdade documental”.

“Nas sociedades contemporâneas ocidentais a solidão alcançou um paradoxal estatuto de invisibilidade. Tal circunstância parece acentuar-se por força da extensa disseminação das possibilidades de solidão no espaço público mas também no espaço privado. E as representações da solidão estão muitas vezes contaminadas por um falso e tranquilizador silêncio que as protege de um olhar atento e inconformado, apesar da violência que muitas vezes as acompanha”, sublinha Carlos Vargas.

Augusto Alves da Silva (Lisboa, 1963), que atualmente vive em Tremez, frequentou o curso de Engenharia Civil no Instituto Superior Técnico, em Lisboa (1981-1984); cumpriu o serviço militar obrigatório na Escola Prática de Infantaria, Mafra (1984-1985) e licenciou-se no London College of Printing com um B. A. Hons. em Fotografia (1989) e completou o M. F. A. em Media Studies na Slade School of Fine Art, Londres (1997), com duas bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi nomeado para o Prémio União Latina em 1996 e 1998, para o Prémio BES Photo, em 2006, e para o The Citibank Private Bank Photography Prize, em 1999.  Em 2009, o Museu de Serralves dedicou-lhe uma exposição retrospectiva.
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