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Cuidadores informais não têm qualquer tipo de apoio

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Na 5ª Comissão de Saúde e Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa decorrem audições sobre o diploma do governo regional que cria o estatuto do cuidador informal. Esta manhã a comissão ouviu Nélida Aguiar, da delegação regional da Associação Alzheimer Portugal que além do seu caso particular, enquanto cuidadora, mostrou um quadro geral das pessoas que prestam cuidados.

“Neste momento não há qualquer tipo de apoio aos cuidadores informais”, ao contrário do que acontece noutros países europeus.

Nélida Aguiar presta cuidados à mãe, há vários anos, mas reconhece que o seu caso nem é dos mais dramáticos, uma vez que tem possibilidade de conciliar a profissão e ter “alguma vida pessoal”.

Ao longo dos últimos anos, desde que se envolveu na divulgação dos problemas dos cuidadores, que tem conhecido situações “dramáticas” de pessoas que têm de deixar o trabalho para se dedicarem, em exclusivo, ao apoio a familiares dependentes.

“Temos muitos idosos a cuidar de idosos, os próprios com problemas de mobilidade”, sublinha.

O diploma em discussão prevê apoios específicos para quem tem a seu cargo pessoas com elevado grau de dependência e Nélida Aguiar considera que é um passo importante.

Além dos problemas laborais associados aos cuidadores informais, destaca a falta de camas para internamento de pessoas com demências ou outras doenças com elevado grau de incapacidade.

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