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MMASC recebe exposição de António Bronze a 13 de outubro

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A Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso (MMASC) recebe a 13 de outubro, pelas 16h00, a inauguração da exposição “António Bronze_Desenhos e um painel de afetos”.

Sobre esta mostra, que pode ser vista até 2 de dezembro, escreveu António Cardoso, Diretor do MMASC:

“Diferentes tempos e lugares balizam a abordagem da Pintura, Desenho, Gravura e Cerâmica de António Bronze.

Das vivências africanas, à luz do Império, com um fundo animista (máscaras, cores e um fabuloso imaginário), a prática das Belas Artes portuenses e os seus referentes europeus, pressentindo o “museu imaginário” de Malraux, são responsáveis por uma hibridação cultural que se lhe pegava .

A cultura da viagem, em várias cumplicidades, os cenários culturais (nomeadamente o de Paris) proporcionaram ao António Bronze um multiplicado léxico, tingido por uma implícita sensualidade, um erotismo óbvio e algumas implicações sociais.

Todas as suas realizações são fortemente ancoradas no desenho expedito e seguro, com um cunho pessoal, alheio ao dos seus amigos e companheiros, como se poderá verificar no quadro geral desta exposição., seus autores, temáticas e técnicas.

Como testemunha dos vários credos, dos olhares marotos e ubíquos, cumpre-me, em nome pessoal e do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, rememorar um Amigo e companheiro de várias errâncias europeias e bem cúmplices.”

O MMASC mostra, ainda, até 28 de outubro, a exposição “Os Modernistas – Amigos e Contemporâneos de Amadeo de Souza-Cardoso”, inaugurada a 20 de julho, no âmbito do MIMO Festival.

Nesta exposição, construída a partir de acervo da Fundação Millennium BCP e que tem como Curadora Raquel Henriques da Silva, podem ser vistas obras de Amadeo de Souza-Cardoso, António Carneiro, Eduardo Viana, Almada Negreiros, Mily Possoz, Francis Smith, Jorge Barradas, Mário Eloy, Bernardo Marques, Júlio Reis Pereira, Carlos Botelho, Dordio Gomes e Carlos Carneiro.

Os Modernistas da coleção Millennium BCP são autores que iniciaram as suas carreiras nas primeiras três décadas do século XX e, segundo Raquel Henriques da Silva “(…) para a história da arte são artistas que questionaram os processos da pintura naturalista, empenhada na verosimilhança entre o visto e o representado. Os Modernistas, pelo contrário, acrescenta, não acreditam nessa naturalidade do ver: pretendem que o espectador não confunda a realidade com a pintura e sugerem que esta pode enriquecer aquela, através da imaginação plástica”.

E conclui: “Sem desconhecerem os movimentos mais radicais da vanguarda parisiense, os pintores representados não aderiram a nenhum deles (cubismo, futurismo, expressionismo). Cultivaram uma modernidade contida, valorizadora das tradições do fazer artístico, vindas do final do século XIX”.

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