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Município de Manteigas apresenta orçamento no valor de 6,6 ME

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O orçamento do município de Manteigas, no valor de 6,6 milhões de euros, considerado de “continuidade” face a 2017, contém propostas das três forças políticas presentes no executivo, disse hoje à agência Lusa o seu presidente.

“É um orçamento, naturalmente, de transição, entre um mandato e outro, mas com a continuidade de muitas ações que vêm do passado recente, nomeadamente do orçamento de 2017, que transitam para 2018”, referiu o autarca Esmeraldo Carvalhinho (PS).

O documento foi aprovado por maioria pelo executivo municipal com dois votos a favor dos eleitos do PS e as abstenções dos dois vereadores do PSD e do vereador independente.

Segundo o presidente da autarquia, o plano de atividades para 2018 e o respetivo orçamento “têm propostas que vêm de trás, do passado, do PSD, mas também com a concordância do PS, porque eram projetos praticamente transversais às duas forças políticas, e têm também propostas do atual vereador independente”.

“Convidei os senhores vereadores a apresentarem propostas para o orçamento. O PSD apresentou, mas não era necessário porque elas já lá estavam, porque eram os compromissos que transitam de um ano para o outro. O vereador independente apresentou propostas que foram atendidas na ordem dos 85%”, disse.

Tendo em conta esta realidade, o autarca socialista sublinha que “não havia motivo” para os três vereadores se absterem na votação.
“Não percebo a abstenção quando o orçamento continha propostas das três forças políticas presentes no executivo”, vincou.

As prioridades do orçamento vão para ações candidatadas a fundos comunitários, em particular o Centro de Energia de Montanha, inserido no projeto do Centro de Ciência Viva, que está a ser desenvolvido em parceria com a Universidade da Beira Interior.

A autarquia dá também atenção a obras que vão permitir a ligação de “duas zonas importantes junto ao rio Zêzere, uma a nascente e outra a poente, com arranjos urbanísticos, com percursos que aproximem a vila um pouco mais da água”.

O município também aposta na promoção do território e no incentivo à prática de desportos de montanha e radicais.

O vereador do PSD José Manuel Biscaia disse à Lusa que os dois eleitos sociais-democratas abstiveram-se na votação do orçamento camarário porque o documento “não corresponde a uma nova visão estratégica para o concelho de Manteigas”.

Lembrou que no mandato anterior, na liderança da autarquia, conseguiu que cinco novas unidades hoteleiras estivessem em remodelação ou em vias de construção, por isso, “Manteigas deixou de ser uma zona de passagem turística para ser um destino turístico”.

“Todo o investimento devia ser de divulgação, de promoção de novas iniciativas que dessem sustentabilidade à hotelaria, caso contrário são 250 camas que podem gradualmente entrar em colapso. Os investimentos tinham que ser vocacionados para esse processo, chamado o novo figurino de desenvolvimento do concelho de Manteigas. Não há uma palavrinha sequer no plano de atividades relativamente a essa matéria”, referiu.

Os dois eleitos do PSD optaram pela abstenção para não estarem a “travar” a nova gestão do PS e apresentaram uma declaração de voto através da qual explicaram que o orçamento socialista “não corresponde a uma nova visão estratégica” para Manteigas, disse.

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