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Obras de João Queiroz e Augusto Alves da Silva no Chiado8

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A exposição que continua o ciclo dedicado à Coleção Cachola no Chiado8 reúne dois artistas que têm vindo a utilizar diferentes suportes para o seu trabalho: João Queiroz (Lisboa, 1957)  dedica-se ao desenho e à pintura e Augusto Alves da Silva (Lisboa, 1963) tem-se afirmado como fotógrafo, por vezes utilizando também o vídeo.

A inauguração da exposição está marcada para esta sexta-feira, dia 13, pelas 22 horas no Chiado8, em Lisboa, e fica patente ao público até dia 24 de março.

Em ambas as séries de obras que são apresentadas existe um elemento comum, ou aparentemente comum: as imagens pictóricas e os desenhos de João Queiroz bem como as fotografias de Augusto Alves da Silva representam paisagens como muitas vezes sucede nas obras destes artistas. No entanto, analisadas com um pouco mais de cuidado, torna-se evidente que o seu foco, o seu assunto, se situa noutro local. Se a paisagem é, desde o dealbar dos tempos modernos, um discurso visual sobre a organização do mundo, estas imagens são muito mais sobre a nossa forma de estruturarmos a nossa compreensão do real.

Nem as imagens de João Queiroz partem de um qualquer campo visível do mundo, nem a beleza da organização territorial dos Açores interessou particularmente a Augusto Alves da Silva. O primeiro trabalha sobre a nossa perceção dos acidentes do campo visível, sobre a forma como hierarquizamos a nossa visualidade a partir da própria estrutura do nosso corpo, já que categorias como cima e baixo, frente e costas – a partir das quais lemos o espaço – são, afinal, projeções da nossa vivência corporal. Augusto Alves da Silva, cuja fotografia procura sempre a subtileza do acidente, dedicou-se, nesta série, a captar imagens de um momento que provocou um acidente histórico de terríveis consequências, como hoje tão bem sabemos: o encontro entre George Bush, Tony Blair, Aznar e Durão Barroso que ditou o início da invasão do Iraque. Estas paisagens, efetivamente, não o são.

A questão que ambos os artistas colocam é, portanto, política, porque implica a reflexão sobre o que sabemos do que vemos – ou qual a porosidade do mundo.
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