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Parada Desatada fez hoje em Campanhã o manifesto da cultura em expansão

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Festa pelas ruas, performances em casas particulares de portas abertas, coletivos artísticos e comunidades de Campanhã a celebrarem o presente com vontade de futuro: o conceito de “cidade líquida”, sem espaços estanques à vivência cultural, afirmou-se esta tarde de forma exuberante, à moda do Porto, com a Parada Desatada.
Culminar do projeto europeu “Exige o Futuro / Reclaim the Future”, realizado pelo grupo Visões Úteis em coprodução com a Câmara do Porto, esta parada foi a “expressão visível do processo de trabalho de vários meses” com associações e comunidades de Campanhã. Com direção de Inês de Carvalho, resultou num percurso performativo, amplamente participado pela população, ligando o antigo bairro de São Vicente de Paulo ao “promissor Matadouro Municipal”, futuro equipamento âncora no processo de reabilitação da zona oriental da cidade. Entre um e outro, passou pela Praça da Corujeira, ligando pessoas através da música, do teatro, da dança e de intervenções no espaço.
O projeto integrou o programa municipal “Cultura em Expansão”, a decorrer este ano já em quarta edição. A declaração de intenções está clara no nome – como em março afirmou o presidente da Câmara, esta iniciativa existe para fazer a cultura “vaguear pela cidade” e provocar a “transumância de públicos”. Campanhã respondeu que sim.
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