Desde sempre a população de Elvas teve problemas com o abastecimento de água. A sua posição estratégica no alto de uma colina levou a que desde a ocupação islâmica os elvenses sobrevivessem através de poços situados intra-muros e de fontes nas redondezas que em caso de guerra se tornavam inacessíveis. Com o aumento populacional a situação tornou-se gravíssima durante a segunda metade do séc. XV. É em 1498 que os procuradores de Elvas pedem a D. Manuel I que lhe resolva o problema. Seria então lançado na povoação o imposto do Real dÁgua que recaía sobre bens de consumo para futuramente ser construído um aqueduto. A obra seria monumental e dirigida por Francisco de Arruda já no séc. XVI, que ao mesmo tempo trabalhava também na futura Sé da cidade. As despesas enormes da construção fizeram com que ela pouco avançasse até 1537. A obra só estaria pronta em 1622 quando a água começou a correr na Fonte da Misericórdia.
O Aqueduto da Amoreira é um verdadeiro ex-libris da cidade, um cartão de visita que não passa despercebido e que possibilitou uma verdadeira era de progresso na cidade depois da sua construção uma vez que abastecia uma multiplicidade de fontes intra-muros. Trata-se de uma obra gigantesca que se desenvolve desde a nascente principal em galerias subterrâneas numa extensão de 1367 metros e depois ao nível do terreno e em arcadas por mais de cinco quilómetros e meio que chegam a superar os 30 metros de altura.
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