Fortificação seiscentista construída tendo em conta as guerras da Restauração entre Portugal e Espanha, é um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitetura militar de Elvas.
Construído num outeiro a algumas centenas de metros das muralhas seiscentistas, o Forte de Santa Luzia foi começado a construir logo em 1641 por Martim Afonso de Melo que começa por construir um pequeno reduto sob a traça de Matias de Albuquerque. No ano seguinte, sob nomeação do rei, reúne-se uma junta em Elvas com os melhores nomes da arquitetura militar de então: João Ballesteros, Lassart, Rozetti, Cosmander e Gillot.
Os dois últimos encarregar-se-iam de impor a traça ao forte. A fortificação estaria concluída em 1648 garantindo um valor estratégico extremo para a cidade. É constituída por quatro baluartes com um reduto quadrangular ao centro onde se encontram a casa do governador, a igreja e uma casa abobadada à prova de bomba. Várias casernas e duas cisternas que abasteceriam trezentos a quatrocentos homens durante dois a três meses.
Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, museu onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefatos de guerra que marcaram as diferentes épocas. Encerra às segundas-feiras (todo o dia) e terças-feiras (durante a manhã).
Horário:
abril a setembro: 15h00 às 19h00 (terças-feiras)/ 10h00 às 19h00 (quarta-feira a domingo).
outubro a março: 13h00 às 17h30 (terças-feiras)/ 9h30 às 17h30 (quarta-feira a domingo).
Fonte: Câmara Municipal de Elvas/Direcção Geral do Património Cultural
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